um vórtice de febre me devora às vezes um imenso mar de cinza que esbate os tímpanos que grita ao rasto da minha pele entre algas de silêncio
uma náusea inquieta que me afunda um dilúvio de plástico e alcatrão que as fronteiras desfaz que cega as vozes na densidade destes peixes podres
sorri-me então um vago tiritar um saber e de cór as cefaleias da côr essas que esgueiram em camisa por entre as horas os invernos todos
quando assim acontece tudo é dentro e quando não é porque tudo é fora
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