Para S.
Que bom seria se a partir de agoraeu fizesse anos como os tens desfeito,
com um toque de ciência, outro de jeito,
que és mulher da menina que em ti mora.
Mas não. Na vida o meu maior defeito
é ser mais um dos que se vão embora,
sombra em sombra da sombra daquela hora
em que isto prometia ser perfeito.
Se o tempo para nós é tão diferente,
qual é a admiração de neste dia
me dar para, de triste, ser contente?
No entanto, tu tão dentro de onde saio
é tudo o que hoje importa. Que alegria,
Qhadija, por mais este seis de maio.