Que dia o que agora começa! Há de fazer-te, sob a lua, A certa e sólida promessa De que és mulher e a estrela é tua. Irmã da luz, não tenhas pressa: Já ri o sol por te encontrar Ao fim da tarde junto ao mar.
Quando chegares a casa hás de contar-me o teu dia; ainda que eu seja homem de silêncios e alma fria, isto de andares calada já não tem nenhuma piada ao pé da piada que tinha.
Ao poeta Jorge Fortes, no seu natalício Já não sei eu quanto ocupa o amplo harém das minhas musas, rumando ao céu e sem culpa, galgando por sobre a turba enjoada de almas obtusas.
Fi-lo de pedras e plantas ontem roubadas aos livros, retiro e alma das calhandras tecto e paz dos pintassilgos, e à espera em cada janela sopra sempre o canto d'ELA.
Quando me ponho a recordar Há que dizer que não recordo: A minha vida não tem vida Dessas com dias e lugar. Isto lhe chamo e é sol e mar Juntando as horas sem relógio. A minha vida é toda a vida.
Se um dia tu me quisesses para teu ladrão, se um dia sentisses isto que há tanto manda no meu coração, sempre às voltas com o teu nome, esperando sempre o futuro que foste...
Sous l'étoile, dans tes yeux, On peut voir tout ce qu'on veut Puisque tu es dans mes bras. Hier, aujourd'hui tu es rêve, Instant d'amour qui m'enchaîne Et douleur qu'on n'oublie pas.